Ela ficaria pronta nesta semana, mas a Stilgraf, que a imprimiria, desistiu na quinta-feira, 3, do serviço. “A diretoria ficou com medo de ter alguma penalidade na Justiça”, diz o gerente Maurício Nunes.
“Nós não somos um bando de doidões, somos ativistas. Estamos indignados, porque isso atrasou o lançamento”, afirma William Lantelme, diretor de arte da revista. Segundo Lantelme, a gráfica chegou a indicar outra empresa para o trabalho, a fim de remediar a situação.
“A gráfica poderia ser considerada co-autora (de apologia), mas isso seria muito forçado”, explicou o criminalista Eduardo Reale, sobre a possibilidade de a gráfica ser processada com a revista, cujo nome faz alusão ao tipo de cultivo que gera uma maconha mais potente.
Para ele, a revista poderia ser acusada de apologia ao crime, já que terá reportagens sobre o cultivo de cânabis. ”Algum juiz pode interpretar absurdamente que trata-se de apologia, ao considerar que a revista incita ao crime de tráfico por meio do cultivo de entorpecente”, disse.
A publicação independente lança no país um filão inaugurado pela americana “High Times” em 1074. Na Argentina, a “THC” circula desde 2006.
Bimensal, a revista ‘semSemente’ terá tiragem de 10 mil exemplares e será vendida a R$ 11,90, em bancas e pela internet.
Segundo notícia da Folha, a primeira edição, que deve ficar pronta na semana que vem, terá reportagens sobre as marchas da maconha, cânabis medicinal, variedades da planta e gastronomia.
Fonte: Folha
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